1ª parte: Inspiração Eterna
O ano é 1901, início do século XX. Recém-libertada das correntes da escravidão, a população negra, excluída da nova ordem econômica que então se iniciou, definhava pelos guetos e vielas, esquecida pelas autoridades competentes do antigo distrito federal.
Legados à própria sorte, suas vidas padeciam diante da falta de higiene à qual eram subm ... Ver mais
2ª parte: Construindo o sonho
Numa época em que o carnaval das classes populares era sinônimo de arruaça e baderna, influência dos antigos entrudos, a liderança de Paulo surge para organizar e valorizar a atividade cultural que essa parcela da população estava produzindo. Os antigos blocos despertavam medo. Muitos saíam às ruas com o único intuito de promover brigas. Mas Paulo percebia que pod ... Ver mais
3ª parte: Portela de Paulo
Logo nos primeiros desfiles, a Portela demonstrava que estava destinada a ser a principal escola do carnaval carioca. Paulo, o líder, era o principal responsável por esse sucesso, decidindo os destinos da agremiação que ajudou a fundar ao longo de toda a década de 30. Paulo era mestre de canto, responsável por segurar o samba da Portela, ao lado de João da Gente, responsável ... Ver mais
4ª parte: A emancipação de um filho urso
Paulo fez a Portela nascer. Seguindo o exemplo de Paulo, a Portela descobriu sua vocação para a vitória. A separação entre Paulo e a Portela foi como a emancipação de um filho. Foi dolorosa, difícil, mas ambos conseguiram sobreviver. Paulo jamais esqueceu a Portela. A Portela, em cada vitória, lembrava de Paulo. Ambos jamais voltariam a se encontrar, mas, de certa form ... Ver mais
5ª parte: A Lira de Paulo
Paulo custou a se recuperar de seu complicado afastamento da Portela. De volta aos principais redutos de samba, percebeu que seu sucesso continuaria independentemente de estar ou não ligado à escola. A imprensa continuou dando um imenso destaque a Paulo, que sem dúvida nenhuma foi uma das personalidades mais conhecidas do Rio de Janeiro nas décadas de 30 e 40.
Ainda em 1941, Paulo i ... Ver mais
6ª parte: O cidadão Paulo
Ao longo de sua vida, Paulo recebeu o merecido reconhecimento por seu trabalho pela cultura brasileira. A Portela ajudava a difundir a imagem de Paulo, mas, da mesma forma, grande parte da notoriedade que a Portela adquirira ainda na década de 30 deveu-se à constante presença de Paulo nas rádios e nos jornais e à sua popularidade, que, a partir da metade da década de 30, não conhece ... Ver mais
7ª parte: Em defesa de sua raça, à frente de seu tempo
No Brasil do início do século XX, a população negra definhava. Esquecidos pela nova ordem econômica que se iniciava, substituídos pelos imigrantes europeus, os negros padeciam sem um lugar na sociedade. Migravam do interior, das antigas fazendas, para os guetos e vielas das grandes cidades, trazendo em suas mentes algo que se manteve intacto apesar dos anos de cativeiro: os hábitos, ... Ver mais
8ª parte: Em defesa do subúrbio
Quando Paulo chegou a Oswaldo Cruz, no início da década de 20, o bairro não era mais que um humilde povoado às margens do Rio das Pedras. As ruas empoeiradas, com as valas correndo a céu aberto, eram o cenário hostil que todos encontravam. Paulo tinha aproximadamente 20 anos quando mudou-se para o subúrbio, vindo da Saúde, região próxima ao centro da cidade.&nbs ... Ver mais
9ª parte: O compositor Paulo
A história reservou para Paulo um lugar na galeria dos líderes do samba, responsáveis pelo crescimento do grande espetáculo das escolas de samba em seus difíceis primeiros anos. Sua personalidade e espírito de liderança, de fato, acabaram ofuscando o Paulo compositor, que deixou como legado uma coleção de grandes obras musicais.
As obras musicais de Paulo, com ... Ver mais
Parte final: O epílogo de um mestre
Rio de Janeiro, 30 de janeiro de 1949. Um sábado comum, a poucos dias do carnaval. Pela manhã, Paulo teria finalmente concordado em voltar para a Portela, após 8 anos de afastamento. A declaração, informalmente feita para o jovem amigo Alvaiade na estação de trem, traria novamente alegria para todos em Oswaldo Cruz.
Paulo seguia, apressado como sempre, para Jacarepaguá. Na v ... Ver mais