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A Escola
 
Época dos grandes espetáculos

 

 

Os anos 70 começam com o título de 1970, "Lendas e mistérios da Amazônia". Carlinhos Maracanã assume a presidência da escola, que adquire em 1972 sua nova quadra, o "Portelão", finalmente um local de ensaios imponente e digno da tradição portelense. Em 1974, brigas internas resultaram no afastamento de muitos compositores importantes da escola, como Zé Ketti, por exemplo.

 

Em 1975, mesmo ano do falecimento de Natal, novas divergências provocaram o afastamento de componentes como Candeia e Paulinho da Viola. Três anos mais tarde, o próprio Candeia viria a falecer.

 

Em 1980, a Portela sagra-se campeã com o enredo "Hoje tem marmelada". Em 1984, estréia do sambódromo e primeiro ano dos desfiles em dois dias, a Portela vence o desfile de domingo com o enredo "Contos de areia", uma justa homenagem a Natal, Paulo da Portela e à recém-falecida cantora Clara Nunes, figura certa e muito querida nos desfiles da gloriosa azul-e-branco. Em 1985, mais um desentendimento interno motivou o surgimento da Tradição, fruto de uma dissidência liderada por Nésio Nascimento, filho de Natal. Mesmo com todas as dificuldades, a escola resistiu e encantou o público com o lírico "Adelaide, a Pomba da Paz", em 1987.

 

Nos anos 90, a Portela realizou três grandes desfiles embalados por sambas premiados com o Estandarte de Ouro: 1991, "Tributo à vaidade"; 1998, "Os Olhos da Noite"; e, principalmente, 1995, "Gosto que me Enrosco", um desfile fantástico que recebeu todos os prêmios e foi unânime entre os críticos. Neste ano, a Portela foi a vice-campeã, perdendo o campeonato para a Imperatriz Leopoldinense por apenas 0,5 pontos, numa apuração que, até hoje, carece de maiores esclarecimentos: meio ponto em evolução impediram que o título voltasse para a turma de Oswaldo Cruz. Em 1993, a escola desfilou pela última vez com sua comissão de frente tradicional. A partir de então, um dos momentos mais emocionantes das antigas escolas de samba entraria exclusivamente  para  a  história do  carnaval. 

 

 

 

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